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Somos uma parte da igreja nesta cidade.

VIVENDO UM EVANGELHO SIMPLES
Procuramos nos reunir apenas no nome do Senhor Jesus, onde Ele é o centro das reuniões e de todo o nosso viver. O Espírito Santo está falando ao coração de muitos e convencendo pessoas sobre viver a vida da igreja de uma maneira simples e pura, baseada em um caminhar na dependência do Espírito Santo e em relacionamentos de amor e serviço com outros irmãos.


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Os Limites da Autoridade e Submissão


Um aspecto muito positivo dos crentes da igreja em Éfeso é que eles puseram a prova os que se declaravam apóstolos e não eram (AP 2:1-3), e não foram considerados "rebeldes" por causa disto!. Nada prova mais uma apóstolo como quando seus ensinamentos são contestados (Nee, Watchman. Vida Cristão Normal da Igreja. 2003). Deveria ser algo perfeitamente normal ter comunhão sobre pontos divergentes com a interpretação de outros irmãos. Contudo, em alguns grupos cristãos a atitude de apenas falar sobre certos pontos das escrituras são inexoravelmente interpretados como insubordinação ou incitação a organizar alguma rebelião. Parece até proposital por existir alguma coisa frágil, secreta e misteriosa que precisa ser preservado no grupo.

É preocupante quando um líder prega ou difundi a inquestionabilidade de seu ministério ou ensinamentos, como se o ato de questionar fosse já uma afronta de alguém que quer provocar algum motim. Só mesmo em uma boa organização é que precisa-se usar a autoridade oficial para poder manter o status quo (a ordem), Somente em uma organização é que a autoridade é exercida por causa do ofício que detém, se o detentor do ofício mantiver a sua posição pode exercer autoridade se renunciar o ofício perde-a (Nee, Watchman. Vida Cristão Normal da Igreja. p.163). E não são poucas as vezes em que vários líderes recorrem a verbalizar que são a autoridade representativa de Deus na terra, e assim oficializam sua autoridade. Permitindo assim que o grupo incorpore a característica sectária. Tanto na história secular como na história da igreja estadistas e líderes religiosos impuseram a inquestionabilidade de sua gestão como estratégia subjugadora e alienante de facilitar a dominação das massas (é de se desconfiar na idoneidade de qualquer líder que pregue a inquestionabilidade de sua gestão, ministério ou ensinamento). Foi assim que a igreja se degradou!. Pensar que esta sutileza do inimigo de Deus não pudesse ser implementada em nossos dias é pura ingenuidade.

Muitos por indagarem certas questões bastante obscuras ensinadas e praticadas em certos grupos cristãos são logo vistos como rebeldes. Quando isto acontece trata-se logo de adverti-lo(s) com uma palavra sobre Autoridade e Submissão para que o “problema” seja logo resolvido!, como se o ato de contestar viesse de um coração sem temor de Deus, e por conseguinte mal intecionado. Em alguns casos para obter unanimidade usa-se deste recurso para que os irmãos ou igreja respondam de maneira uniforme. Se existem aqueles que são supostamente rebeldes é porque existe quem vindique alguma autoridade para si. E como não há autoridade que não tenha sido estabelecida por Deus não importa como foi estabelecida (RM 13:1), torna-se legítima. E de fato neste sentido é semelhante a qualquer grupo religioso, instituição ou estado, já que a submissão também estabelece a autoridade, aí está efetivado a relação de dominação!. Mas Deus não nos obriga a permanecer debaixo do julgo de qualquer autoridade, pelo contrário Ele nos dá liberdade no Espírito! seja para mudar de país ou nacionalidade(e assim passar para os cuidados de uma outra autoridade). E também o próprio Senhor quem dá liberdade no Espírito para muitos irmãos saírem da/do denominação/grupo que se encontra na situação de autoritarismo citado neste artigo. Ele mesmo nos dá liberdade para sairmos de um movimento ou situação de degradação (Ap18:4).

Vivemos nesta era como na época dos Juízes em que o juiz realizava seu comissionamento específico designado por Deus e concomitantemente corria também o risco da tentação de ser rei. É Muita inocência pensar que as líderanças cristãs não sofrem esta tentação, após cumprir o seu papel bem específico no bom início de suas obras. Embora sejamos submissos a várias autoridades das três esferas de governo, Federal, Estadual e Municipal (Art. 18 da Constituição Federal de 1988.), mesmo a elas não devemos obediência "irrestrita", principalmente quando vão de encontro à autoridade do próprio Deus. Para exemplificar que não precisamos ser obedientes em tudo a uma autoridade, basta atentar para os Reis da Antiguidade como o Faraó da época de Moisés. Imagine se o povo de Israel ficasse no Egito para obedecer à autoridade designada por Deus naquela ocasião, Faraó (Ex 5; RM 13:1-5), deveriam eles obedecer esta autoridade e ir de encontro à autoridade do próprio Deus(Ex 3: 6-10)?. Por isso, a autoridade de Faraó vai até o momento em que Israel precisa sair do Egito por ordenação divina, daí em diante é outra história!.
É na verdade uma completa falta de discernimento confundir a Autoridade ilimitada de Deus no que tange ao limite de abrangência com a limitada autoridade representativa de TODOS os que possuem tal comissionamento. Fora da esfera de atuação de uma autoridade representativa, o máximo que podemos fazer é respeitá-la, mas não somos obrigados a lhe sermos submissos. Ser um cristão que respeita RM 13:1-6 não significa cair na estultice de obediência cega e irrestrita de qualquer autoridade terrena. Mesmo enquanto observantes da aplicabilidade da analogia de Noé e seus filhos (GN 9:20-27), Deus não exige de nós submissão irrestrita a autoridades legitimamente legais (O Governo).

Na Igreja do Senhor “os fins não justificam os meios”, por isso, não se deve sacrificar a Verdade ou as Práticas Bíblicas Cristãs Saudáveis em detrimento de alguma obra seja ela qual for!. A esfera de atuação de uma autoridade representativa de Deus não pode em hipótese alguma precisar omitir a Verdade ou passar por cima dela no intuito de legitimar sua autoridade. Pois seu limite chega até ao ponto em que a Verdade, que é o próprio Cristo, não precisa ser sacrificado em prol da vindicação de uma autoridade ilimitada que Deus possui, e não foi concedida a autoridade representativa. Por exemplo: Se um líder Cristão comete um crime grave como matar, e os membros têm conhecimento, a autoridade do líder não se estende a ordenar o silêncio dos membros, pois na esfera do direito penal ocultar informações desta natureza também é um crime. E assim os membros estariam indo de encontro à autoridade governamental competente delegada por Deus que legisla sobre a esfera penal. Se ele tentasse silenciar os membros usando sua autoridade limitada, dada por Deus, e a pessoa morta estava sendo penalizada por ele por alguma infração cometida. O líder cristão estariam indo de encontro a duas esferas(humana e divina),já que não possui competência para agir, porque Julgou e Condenou alguém, e impediu que outros tenham a liberdade e dever cívico de denuciá-lo. Por isso, a esfera de atuação do líder cristão está limitada por uma competência estatal designada por Deus.

Referência Bibliográfica:

1- A Bíblia
2- Lee, Witness. Unanimidade para o Mover do Senhor. SP: Ed Árvore da Vida.1º ed. 2001. p.151.
3- Nee, Watchman. Espírito de sabedoria e de Revelação. Editora dos Clássicos. 2003
4- Lee, Witness. The New Testament. Recovery Version. Anaheim, California. E.U.A. ed. Living Stream Ministry. 1991.
5- Nee, Watchman. A Vida Cristã Normal da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. 1º ed. 2003. p.238.
6- Nee, Watchman. A obra de Deus. CCC Edições.
7- Lee, Witness. Estudo-vida de Segunda Timóteo.SP: Ed. Árvore da Vida. 1ºed. 2005.
8- Nee, Watchman. Palestras Adicionais sobre a Vida da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. 7º ed. 1994. p.187
9- Lee, Witness. A Economia Divina. SP: Ed Árvore da Vida. p.148.
10- Lee, Witness. A Economia de Deus. SP: Ed Árvore da Vida. p.278.
11- The Uniqueness of the Lord’s Recovery, publishing by The Ministry Magazin, do Living Stream Ministry. Mensagens do Treinamento de Presbíteros ocorrido em Heckfield Place, United Kingdom, em Outubro de 2003. tradução livre.
12- Lee, Witness. A expressão Prática da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. p.213.
13- Nee, Watchman. A Igreja Gloriosa. SP: Ed Árvore da Vida. p.168.
14- Nee, Watchman. A Ortodoxia da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. p.110.
15- Lee, Witness. A Peculiaridade, a Generalidade, e o Sentido Prático da Vida da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. p.85.
16- Lee, Witness. O que você precisa saber sobre a igreja. SP: Ed Árvore da Vida.
17- Nee, Watchman. Autoridade e Submissão. SP: Ed Árvore da Vida. p.134.
18- Nee, Watchman. Como Exercer a Autoridade de Deus. SP: Ed Árvore da Vida. p.134.
19- Lee, Witness. Pontos Básicos Sobre o Entremesclar. SP: Ed Árvore da Vida. p.57.

Fonte: restauracaodaigreja.blogspot.com

O QUE SIGNIFICA "MINISTERIALISMO"?

A palavra Ministerialismo em termos de dicionário significa "sistema dos que apoiam incondicionalmente um ministério ou governo", e o conceito é aplicável ao que vários ministérios e lideranças cristãs tem promovido entre as igrejas debaixo de suas orientações.

Um dos graves problemas em qualquer obra Cristã é a mistura que pode haver entre a Obra e a igreja local (este termo refere-se à natureza local da igreja na cidade). A esfera de atuação da obra no aspecto de O Ministério (ou ministério extra-local) não deve interferir na administração da igreja local. A obra local/na cidade, em termos de administração pertence aos irmãos locais (os que servem a igreja), como presbíteros e diáconos: “Aqui, em duas frases breves, temos um princípio importante, a saber, que a obra apostólica e as igrejas locais são distintas. Uma igreja já fora estabelecida em Roma; portanto os membros tinham pelo menos um lugar para se reunir, mas não exigiram que Paulo assumisse o controle da igreja local, nem tornaram o local de reuniões deles o centro da obra de Paulo. Paulo tinha a própria obra na casa, que alugara, à parte da igreja e à parte do local de reuniões deles, e não assumiu a responsabilidade dos assuntos da igreja local”( Nee, Watchman. A Vida Cristã Normal da Igreja. SP:Ed Árvore da Vida. 1º ed. 2003. p.143).

Toda a vez que alguém serve apresentado a palavra de Deus (At 6:4), ou ministrando a palavra de Deus, esta pessoa é um ministro de Deus. Porque "importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros do mistério de Deus" (1Co 4:1-2). O serviço a Deus relacionados aos santos que vivem na localidade é o ministério no aspecto "MICRO". Que pode ser também para queles santos consagrados ao minisério extra-local, ou que abrange outras localidades, Como o ministério do Apóstolos, aí estaremos falando do ministério no Aspecto "MACRO", mais abrangente do edificar os santos somente em uma localidade!. Porque aonde "O Ministério" estiver é para a Edificação do Corpo de Cristo, aonde os santos estiverem crescendo mesmo que em condições precárias da Palavra, aí estará havendo edificação. O mais importante é nós percebermos que na Bíblia "O ministério de Cristo" pode se manifestar como algo exercitado por irmãos que edificam os santos na Igreja, sem um envolvimento mais efetivo com a obra, ou seja, é o que chamei de aspecto micro. E no Aspecto Macro de "O MINISTÉRIO", aí se requer um envolvimento mais efetivo e eficiênte com a obra, levando em conta o "IDE" de Jesus em MT 28:19, observe que aquele "IDE" foi direcionado para os irmãos da OBRA, ou apóstos, e não para os discípulos. A obra requer que haja uma separação bem específica conforme AT13:1-3, diferente da obra de edificação praticada por aqueles santos que não possuem um Ministério Extra-local. Aí entra a questão da subordinação das igrejas debaixo de um ministério específico, tornamdo-as Igrejas Federadas. Porque misturar a Obra com a Igreja provoca confusão na Igreja, e serve mais para edificar a Obra humana de um ministro em partiular.

Se na época do irmão Nee já houve confusão por se perder de vista a linha demarcatória entre a igreja e a obra, não é diferente dos nossos dias. Temos ciência de que as igrejas são resultado da obra, e certamente não podem incluir a obra. E que é errado que os apóstolos interfiram nos assuntos da igreja, mas é igualmente errado que a igreja interfira nos assuntos da obra: 'Gravemos em nosso coração que nossa obra visa ao nosso ministério, e nosso ministério visa às igrejas. Nenhuma igreja deve submeter-se a um ministério específico, mas todos os ministérios devem submeter-se à igreja. Que devastação tem sido causada na Igreja pelo fato de que seus ministros têm buscado conduzir as igrejas para debaixo do ministério deles, em vez de, pelo ministério deles, servir as igrejas. Assim que são conduzidas para debaixo de algum ministério, as igrejas cessam de ser locais e passam a ser facciosas. (...) O obreiro a quem Deus deu nova luz sobre a Sua verdade deve encorajar a todos os que a receberam a fortalecer as fileiras da igreja local, e não a se agrupar ao redor dele. De outra forma, as igrejas irão servir ao ministério, e não o ministério às igrejas; e as “igrejas” estabelecidas serão “igrejas” ministeriais, e não locais. A esfera de uma igreja não é a esfera de um ministério, e, sim, a esfera da localidade. Sempre que o ministério tem a oportunidade de formar uma igreja, aí há o início de uma nova denominação. Estudando a história da Igreja podemos ver que quase todos os novos ministérios conduziram a novos adeptos resultaram em novas organizações. Desse modo, “igrejas” ministeriais foram estabelecidas e denominações, multiplicadas (...) A igreja não é controlada por um ministério, mas servida por todos eles. Se um grupo de filhos de Deus está aberto para receber apenas uma verdade, é uma facção'.( Nee, Watchman. A Vida Cristã Normal da Igreja. SP:Ed Árvore da Vida. 1º ed. 2003. p. 151-153).

E assim com as igrejas locais transformadas em igrejas ministeriais, está pronta uma verdadeira plataforma para servir ao crescimento de um ministério específico, algo totalmente divergente da atuação neotestamentária dos obreiros revelada nas escrituras.

Realmente conforme a revelação das escrituras a Obra extra-local possui um centro, mas as igrejas não!: “O segundo aspecto é que, em cada região, vê-se um centro, ao passo que as igrejas não possuem um centro. A igreja em Jerusalém não tem controle algum sobre a igreja em Samaria. Aqui todos os estudiosos da Bíblia sabem que as igrejas são locais, e que a igreja numa localidade não pode exercer controle sobre a igreja em outra localidade. Além disso, a igreja numa localidade não pode controlar as igrejas em muitas localidades. A esfera de ação mais ampla de uma igreja é limitada à sua própria localidade. Não deve haver um conselho distrital, ou quartéis-generais para a igreja”.(Nee, Watchman. A Vida Cristã Normal da Igreja. SP:Ed Árvore da Vida. 1º ed. 2003. p. 163).

Referência Bibliografica:
1- A Bília
2- Lee, Witness. Unanimidade para o Mover do Senhor. SP: Ed Árvore da Vida.1º ed. 2001. p.151.
3- Nee, Watchman. Espírito de sabedoria e de Revelação. Editora dos Clássicos. 2003
4- Lee, Witness. The New Testament. Recovery Version. Anaheim, California. E.U.A. ed. Living Stream Ministry. 1991.
5- Nee, Watchman. A Vida Cristã Normal da Igreja. SP: Ed Árvore da Vida. 1º ed. 2003. p.238.

Extraído do site: http://irmaosemsaogoncalo.com.br/

O EXCLUSIVISMO



Chama-se exclusivismo a doutrina que prega ou que dá a entender que a vontade de Deus está presente exclusivamente em um grupo; que um grupo pode deter, exclusivamente, a benção e o conhecimento do Plano de Deus. O cristão seduzido por esse ensinamento acredita, no seu íntimo, que é melhor e mais abençoado que seus irmãos, e é detentor das verdades mais elevadas e da revelação mais plena do desejo de Deus para o Seu povo.

Uma pessoa exclusivista é facilmente reconhecida pela sua tendência a ensinar sempre, dar sempre, mas nunca receber, já que os demais cristãos estão em um nível inferior de conhecimento e não podem, por isso, trazer-lhe nova luz. O exclusivista não sabe o que significa comunhão, não sabe ouvir, não consegue ganhar nada de novo dos demais membros do Corpo de Cristo. Ele se fecha em si mesmo e no seu grupo. Não consegue participar de nenhuma atividade promovida pelos demais grupos. Quando fala dos outros, sempre usa o tom professoral de misericórdia com os fracos na fé.

Normalmente, os exclusivistas são pessoas soberbas, altivas e distantes. São conhecedores da Palavra de Deus, costumam entender hebraico e grego, sabem explanar mensagens com maestria, mas lhes falta poder para conduzir, por exemplo, seus filhos ou sua família ao Senhor.

Geralmente não pregam o Evangelho e quando o fazem as pessoas não se convertem. Não costuma assim a dar frutos, uma vez que o conhecimento da letra os tornou totalmente estéreis do ponto de vista espiritual. Entretanto, costuma a ganhar todas as discussões bíblicas em que se envolve.

O exclusivista tem prazer em se relacionar com outros exclusivistas do seu grupo, mas acha tendioso ter comunhão com irmãos "mais fracos" ou novos na fé. Esse tipo de cristão pode ensinar aos outros, mas ele mesmo não consegue aprender nunca o que significa misericórida e compaixão com o próximo.

É terrível a situação daqueles que caem na armadilha do exclusivismo... e não são poucos.

E nós, será que estamos sendo seduzidos pelo exclusivismo? Através da experiência, observação e comunhão dos santos, podemos afirmar que em pelo menos 8 situações estará presente o exclusivismo:

SISTEMATIZAÇÃO - Possuirmos uma forma particular de adoração: hinos, formas de reunir etc., que não aceita as demais simplesmente porque são diferentes ou, do nosso ponto de vista, não são tão espirituais (1 Co 3:3, 12:25, 2 Co 3:17, Gl 2:4, 4:26, 31, 5:1; 2 Sm 6:14, 22:20; Is 61:1). A aversão ao ritualismo religioso dos outros, por fim cria o ritualismo próprio, igualmente sectário e geralmente mais frio e impessoal, dada a “superioridade espiritual” do grupo.

SUPERIORIDADE ESPIRITUAL - Acharmos que somos mais espirituais que os demais irmãos (Pv 22:4, Sf 2:3, Cl 3:12, Tg 3:13). Ainda que tal situação fosse verdadeira, o crescimento de vida implica a humildade diante de Deus, como pequeninos em Cristo (Mc 10:14), mas alguns “inculcando-se por sábios tornaram-se loucos...” (Rm 1:22), ignorando que “...o saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber” (1 Co 8:1b). Por isso está escrito”destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos” (1 Co 1:19). Tal superioridade maligna apenas semeia discórdia entre os irmãos e aniquila a luz, levando tal pessoa ou grupo para as trevas da ignorância, como está escrito: “...graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelastes aos pequeninos” (Mt. 11:25), pois a soberba precede à ruína (Pv 16:18), é abominável (Am 6:8), é enganosa (Ob 3), é procedente do coração e contamina o homem (Mc 7:21-23) e será abatida por Deus (Is 13:11);

SUPERIORIDADE DOUTRINÁRIA - Acharmos que temos "as verdades" e que os "pobres irmãos que não reúnem conosco" não as possuem e por isso estão em um nível inferior tanto na doutrina quanto no crescimento de vida (Fp 2:3). A contradição surge quando se verifica que a maioria das verdades estão nas prateleiras das bibliotecas e não no bom depósito da fé (2 Tm 1:12) e, quando muito, foram apenas lidas ou entendidas, mas nunca experimentada na prática. A fé objetiva ainda não passou pelo fogo para ser provada e se tornar a preciosa fé subjetiva em nossas vidas, misturando-se com o nosso viver (1 Pe 1:6-9), produzindo assim a salvação de nossas almas e isso ocorre no dia-a-dia e não em reuniões “recheadas de verdades”. O confronto da prática diária com a superioridade doutrinária, na luz de Deus, revela apenas o engano do “falso crescimento” e do pecado de presunção;

SECUNDARIEDADE - Nos apegarmos a pontos secundários da fé, não recebendo os que também se apegam a tais pontos: batismo, falar em línguas e demais dons, negligenciando assim Romanos, cap. 14. "Sem Romanos 14, jamais poderemos ter a vida do Corpo. A maioria dos que estão falando sobre a vida do Corpo não a têm; eles apenas têm uma divisão...se quisermos ter a unidade, temos que nos tornar bastante gerais." (Peculiaridade, Generalidade e Sentido Prático da Vida da Igreja, pg. 27). Teoricamente, o grupo afirma que Cristo é o centro e nada mais importa, mas, na prática, os pontos secundários são igualmente importantes e devem ser preservados. Para constatar esse fato basta apenas tentar excluir ou não praticar qualquer um desses pontos secundários; quando fizer isso, você verá quanto forte é a reação do grupo;

BIPOLARIZAÇÃO - Tivermos sentimento bipolarizado na comunhão e tratamento, criando inconscientemente dois grupos distintos: o primeiro formado por NÓS (os que afirmam viver a unidade) e o segundo, formado pelo demais cristãos (os que não estariam “nessa” unidade). Como não é mais possível utilizar o termo NOSSA IGREJA para o primeiro grupo, este passa, sob o manto de uma falsa espiritualidade, a designar os demais filhos de Deus com pronomes e adjetivos que apenas realçam a doença oculta e sutil do sectarismo (Sl 133). Assim os dos segundo grupo são chamados de: ELES, os irmãos de denominação, os irmãos que não reúnem conosco, os que estão na religião, “os nossos amados irmãos” que estão na divisão, etc. Tal sentimento faccioso na maioria das vezes é involuntário devido à ignorância, mas quase sempre não é devidamente combatido, o que permite sua propagação e infiltração no coração dos crentes, mesmo diante das advertências da Santa Palavra (Tt 3:10, Tg 3:14, Rm 16:17, 1 Co 1:10, 11:8, 12:25). Assim como a igreja não possui sobrenome, os irmãos também. Somos apenas irmãos (Mt 23:8) nem mais, nem menos que isso, sem quaisquer qualificativos, graças a Deus (1 Co 15:10). Geralmente a unidade restaurada no início, degrada-se para a “nossa unidade”, isto é, a unidade de um determinado grupo, quando deveria ser a unidade de todos os filhos de Deus (Jo 17:21). Começam então a haver contradições e conflitos difíceis de serem solucionados, tendo em vista o fortalecimento do sentimento de igreja enquanto assembléia (um grupo de cristãos) e arrefecimento do sentimento de igreja enquanto Corpo de Cristo no aspecto local e universal;

FIDELIDADE MINISTERIAL - Seguirmos um Ministério específico, reportando-nos a tal ministério humano, seguindo cegamente suas orientações (1 Co 7:23). Tal atitude criaria o que o irmão W. Nee chama de igrejas ministeriais, que são sectárias. O mais perigoso ainda é quando tal ministério exige obediência e fidelidade. Contra essa atitude, Pedro adverte "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por CONSTRANGIMENTO, mas ESPONTANEAMENTE, como Deus quer...nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do Rebanho" (1 Pe 5:2,3). Alguns têm utilizado versículos que falam sobre “preservar a unidade e unanimidade” como sendo fidelidade a determinado ministério. Tais ministros se esquecem que a unidade e unanimidade de que trata a Bíblia não é produto da intervenção humana, mas a constatação de uma realidade espiritual profunda: a vida que nos une! Não há nada que possa unir e manter unidas pessoas com histórias de vida tão diferentes, de diferentes culturas, classes sociais e pontos de vista, a não ser a vida divina, por isso, na oração sacerdotal, o Senhor pediu ao Pai: “a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e eu em Ti, também sejam eles em nós”. Essa é a verdadeira unidade;

MEDO - Através da utilização descontextualizada de versículos relativos a “negar a vida da alma” (Mt 16:24), “sair da mente” (Rm 8:6), “não tocar o ungido de Deus” (1 Sm 24:10) e “respeitar as autoridades” (Rm 13:1,2) os irmãos são direcionados a não pensar, no sentido de deixarem de raciocinar, a fim de que não vejam a situação em que se encontram. Freqüentemente os irmãos que começam a questionar a situação são taxados de mentais, almáticos e divisivos e são invariavelmente induzidos a pensar que o problema são eles próprios. Mas o homem espiritual julga (analisa e decide) todas as coisas (1 Co 2:15) e não procura agradar a homens, mas a Deus (Cl 1:10; Gl 1:10; Cl 3:22; 1 Ts 2:4);

PROIBIÇÃO A QUALQUER QUESTINAMENTO – tal proibição é uma decorrência do MEDO, visto acima. O que mantém um grupo no exclusivismo e ainda prolonga sua pífia existência é uma desesperada necessidade de proibir que os irmãos questionem a situação em que se encontram. Ninguém pode pensar, refletir, buscar explicações, ler outros livros, conversar com determinados irmãos nem, muito menos, dizer aos outros que têm dúvidas quanto ao grupo.

A doutrina da infalibilidade de determinado ministro já foi utilizada na história do cristianismo em várias oportunidades. Para essa doutrina, as lideranças não devem ser questionadas porque são a voz de Deus na terra e, portanto, simplesmente são infalíveis. Contudo, em um ambiente saudável, todos são livres para expressar seus sentimentos e assim, diante da luz do Senhor, resolver suas diferenças e promover o crescimento do Corpo.

Somente um choque muito forte e muita misericórdia de Deus pode liberta alguém enredado pelo exclusivismo.

Fonte: http://www.igrejanoslares.com.br/Exclusivismo.php

Somos uma parte da Igreja nesta cidade


VIVENDO UM EVANGELHO SIMPLES
Procuramos nos reunir apenas no nome do Senhor Jesus, onde Ele é o centro das reuniões e de todo o nosso viver. O Espírito Santo está falando ao coração de muitos e convencendo pessoas sobre viver a vida da igreja de uma maneira simples e pura, baseada em um caminhar na dependência do Espírito Santo e em relacionamentos de amor e serviço com outros irmãos.

FORA DO SISTEMA RELIGIOSO
No mundo inteiro Deus tem chamado pessoas para saírem dos sistemas religiosos que são controladores da fé dos irmãos e manipuladores dos sentimentos e da alma dos que tem sede de Deus. O Senhor Jesus está fazendo isto porque quer que seu povo o sirva com liberdade no Espírito; Ele quer que nós o conheçamos de fato e intimamente e que caminhemos em sua graça, livres de todo tipo de religiosidade e leis humanas que servem apenas para desviar as pessoas Dele.

REUNINDO EM SEUS LARES
Assim como nossos irmãos no passado, buscamos uma esfera de comunhão nos reunindo em nossas casas, onde o ambiente é propício para todos funcionarem e exercitarem seus dons. Cada irmão que tem no coração o desejo de servir ao Senhor Jesus pode hospedar a igreja em sua casa (RM 16:3-5).

VENCENDO O MUNDO
O crente deve vencer o mundo visível e as coisas do mundo invisível também. O apóstolo escreve: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes provais os espíritos”. “Provar os espíritos” tem a ver com o mundo espiritual. “Mas posso fazer isso?”, você perguntará. Você pode, pelo menos, fazer a primeira coisa: não dar crédito a todo espírito. Você pode manter uma atitude de neutralidade em relação a todas as coisas do mundo espiritual até ter certeza de que elas são de Deus, em vez de manter-se aberto para tudo, por temer estar rejeitando o que possa ser de Deus. Quando Deus diz a você para duvidar, é preciso duvidar. Você tem ordem para duvidar até que tenha provado. Será que Deus vai ficar entristecido por isso?

“Porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”. Esses espíritos são, então, os espíritos que falam e ensinam por meio dos homens, de acordo com 1 Tm 4:1-4.
Aquele que deve vencer precisa provar os espíritos hoje, até que provem ser de Deus; ele não deve crer em qualquer espírito que ensina pela boca dos homens, não importa quão bons sejam, sem provar a origem dos ensinamentos por sua postura para com o Senhor Jesus Cristo. (Jessie Penn-Lewis, A Cruz: O Caminho para o Reino)
Deus, o mesmo que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos ou santuários feitos por mãos humanas. (Atos 7:48, 17:24) Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim. (Hebreus 3:6)