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Somos uma parte da igreja nesta cidade.

VIVENDO UM EVANGELHO SIMPLES
Procuramos nos reunir apenas no nome do Senhor Jesus, onde Ele é o centro das reuniões e de todo o nosso viver. O Espírito Santo está falando ao coração de muitos e convencendo pessoas sobre viver a vida da igreja de uma maneira simples e pura, baseada em um caminhar na dependência do Espírito Santo e em relacionamentos de amor e serviço com outros irmãos.


A graça recorrente

Na magistral exposição de Romanos, a graça aparece mencionada em várias ocasiões. Uma vez no capítulo 3, dois no capítulo 4, seis no capítulo 5, e três no capítulo 6. Se pudéssemos traçar uma linha entre o antes e o depois da salvação, e observássemos quando necessitamos mais da graça, teremos uma surpresa ao constatar que não é antes, mas sim depois quando mais a necessitamos. É por isso que as menções da palavra aumentam até o capítulo 5 e 6.
Antes a necessitamos, sem dúvida, porque na abundância do nosso pecado, superabundou a graça de Deus para nos salvar. Quando chegamos ao Senhor, estávamos insolventes, miseráveis, e a graça nos favoreceu sem nos pedir nada em troca. Tudo isso é a maravilhosa graça de Deus antes da salvação.
Mas é assombroso descobrir que a graça é ainda mais abundante depois que já fomos salvos. Romanos nos diz que "pela fé obtivemos entrada a esta graça na qual estamos firmes" (5:2). Quer dizer, hoje, sendo já salvos, estamos na graça, e por ela estamos firmes. O objetivo da graça para nós agora em nossa presente condição, é que ela "reine pela justiça" (5:21), deste modo, os que a recebem abundantemente "reinarão em vida" (5:17).
Isto deve nos convencer de que, se tivermos que viver uma vida cristã normal, o propósito de Deus é que dependamos mais da graça de Deus que de nós mesmos. Claro, dito desta maneira, parece uma obviedade; mas não é. Se fizéssemos uma recontagem das coisas que fazemos cada dia sem depender da graça de Deus, ficaríamos espantados. Daríamos conta que a graça é um mero slogan, uma bela doutrina para os dias de reunião. Que fazemos quase todas as coisas por nossas força, astúcia e capacidade, e não pelos recursos divinos.
O exemplo de Cristo dependendo do Pai para cada coisa, como nos mostra o evangelho de João, parece-nos quase ridículo. Como uma pessoa como ele podia ser tão "inútil" em si mesmo? Como não podia tomar suas próprias decisões, e lançar mão dos seus próprios recursos? Como não podia falar, ensinar, fazer coisas sem consultar por cada uma delas o Pai?
Essa dependência do Senhor em tudo é a atitude que Paulo espera de nós, quando nos fala tão recorrentemente da graça de Deus. Depender de Deus é depender da graça de Deus, quer dizer, dos seus recursos, instruções, vontade, e palavra. O fazê-lo, poria-nos em uma espectadora situação de ver milagres a cada dia, viver com a certeza de que ele estaria envolvido até nas mais pequenas coisas. Abriríamos a porta para que o divino entrasse no âmbito do doméstico, do agitado viver de cada dia. Caminharíamos, por fim, como sustentados por uma mão todo-poderosa, sem necessidade de lançar mão do que é nosso.

Fonte:http://www.aguasvivas.ws/

Um Vaso de Alabastro


...“ela praticou uma boa ação para comigo”. 

É indispensável trazer na mente nestes dias altamente ocupados e de atividades sem descanso, que Deus olha para tudo a partir de um único ponto de vista, avalia tudo por uma única regra, prova tudo por um único critério, e este critério, que governa Seu ponto de vista é Cristo. Ele valoriza as coisas segundo as mais próximas elas podem estar conectadas com o Filho do Seu Amor, e nada além. Tudo é feito para Cristo, tudo que é feito por Ele é precioso para Deus. Tudo mais é sem valor. Muito serviço pode ser realizado e uma grande porção de louvor pode ser oferecida através de lábios humanos, mas quando Deus o analisa, Ele irá buscar somente uma coisa e é medindo o quanto este serviço está conectado à Cristo. Sua grande questão será: este serviço foi realizado em e para o Nome de Jesus? Se for, ele foi aprovado e recompensado; se não, será rejeitado e queimado.

Não importa o que os homens possam pensar sobre um trabalho específico. Eles podem ser elogiados sobejamente por algo que estejam fazendo; eles podem ostentar seu nome nos jornais; eles podem fazer do seu nome o assunto no seu círculo de amigos; eles podem ter um grande nome como pregador, mestre, escritor, filantrópico, reformador moral, mas se não pode conectar seu trabalho com o nome de Jesus - se este não é feito para Ele e para a Sua glória - se não é fruto do constrangimento do amor de Cristo, será todo soprado fora como a palha do chão da debulha de verão, e cair no esquecimento.

Um homem pode procurar um silencioso, humilde, modesto serviço, desconhecido e não noticiado. Seu nome pode nunca ser ouvido, seu trabalho pode nunca ser reconhecido, mas o que foi feito, foi feito simplesmente por amor a Cristo. Ele serviu na obscuridade com seus olhos no seu Mestre. O sorriso do seu Senhor é o suficiente para ele. Ele não pensou em nenhum momento em receber a aprovação dos homens; ele nunca procurou cativar o sorriso do homem ou evitar a sua censura. Ele tem procurado padronizar o sentido do seu caminho, simplesmente olhando para Cristo e agindo para Ele. Seu serviço irá permanecer. Este será lembrado e recompensado, porém ele não faz o serviço pensando na lembrança e na recompensa, mas simplesmente por amor a Cristo. Este é o serviço correto, a moeda genuína que irá subsistir ao fogo do dia do Senhor.

O pensamento de tudo isto é muito solene, e também muito reconfortante. É solene para aqueles que servem segundo um padrão aos olhos dos seus seguidores, mas reconfortante para todos aqueles que servem sob os olhos do seu Senhor. Esta é uma impronunciável misericórdia ser salvo do tempo da servidão, do espírito de agradar a homens presente hoje em dia e ser permitido andar diante do Senhor - poder iniciar, executar e concluir nossos serviços Nele.

Vamos analisar a mais amável e tocante ilustração sobre isto, nos apresentada na “casa do Simão o leproso” e registrada em Mateus 26. “Jesus esta em Betânia, na casa de Simão o leproso, então veio até Ele uma mulher possuindo um vaso de alabastro contendo um ungüento de grande valor, e derramou sobre a sua cabeça quando Ele estava sentado à mesa”.

Se nós perguntássemos para essa mulher enquanto ela caminhava em direção a casa de Simão, para que é isto? É para ostentar a excelência do perfume deste ungüento ou o material e forma da caixa do alabastro? É para obter o louvor dos homens pelo seu ato? É para alcançar um grande nome pela extraordinária devoção a Cristo no meio do pequeno grupo de amigos pessoais do Salvador? Não, caro leitor, não é para nenhuma destas coisas. Como nós sabemos disto? Por causa do Deus altíssimo, o Criador de todas as coisas, que conhece os mais profundos segredos de todos os corações e a verdadeira motivação de cada ação é exposta, e Ele pesou a ação dela com a balança do santuário e colocou nela o selo de Sua aprovação. Ele estava lá na pessoa de Jesus de Nazaré - Ele o Deus do conhecimento através de quem todas as ações são pesadas. Ele enviou adiante sua ação com uma moeda genuína do reino. Ele não gostaria, não poderia fazer isto se houvesse alguma mistura, qualquer falsa motivação, qualquer pretensão oculta. Seu santo e penetrante olho penetrou as maiores profundezas da alma da mulher. Ele sabia, não somente o que ela havia feito, mas como e porque ela havia feito aquilo, e Ele declarou, “ela praticou uma boa ação para comigo”.

Em uma palavra, o próprio Cristo tem o propósito imediato da alma da mulher, e foi isso que valorizou o seu ato e elevou o cheiro do ungüento com cheiro suave ao trono de Deus. De modo nenhum ela sabia ou pensava que milhões leriam o registro de sua profunda devoção pessoal. De modo nenhum ela imaginou que seu ato seria gravado pela mão do Mestre nas páginas da eternidade, e nunca ser esquecido. Ela não pensou nisto. Nem tão pouco ela procurou ou sonhou com tamanha notoriedade; se ela tivesse feito assim, teria roubado a beleza do seu ato e desprovido toda a fragrância de seu sacrifício.

Mas o abençoado Senhor para quem o ato foi feito, cuidou para que não fosse esquecido. Ele não somente o defendeu naquele momento, mas o transmitiu para o futuro. Isto foi suficiente para o coração daquela mulher. Tendo a aprovação do seu Senhor, ela teve condições de suportar a “indignação” até dos “discípulos” e de ouvir que seu ato foi um “desperdício”. Foi suficiente para ela que o Seu coração foi refrescado. Todo o resto não foi nada por aquilo que tem valor. Ela nunca se preocupou em manter o louvor do homem ou evitar o seu escárnio. Seu único indivisível objetivo do principio ao fim, foi Cristo. Do momento em que ela pegou o vaso de alabastro, até que ela o quebrou e derramou o seu conteúdo sobre Sua sagrada Pessoa, ela pensou somente Nele. Ela teve uma intuição perspectiva do que poderia ser conveniente e agradável ao seu Senhor na solene circunstância em que Ele estava inserido naquele momento, e com apurado tato ela fez aquilo. Ela nunca considerou o valor do ungüento; ou, se ela considerou, ela sabia que Ele valia dez mil vezes mais. Quanto “aos pobres”, eles possuem o seu próprio lugar e suas súplicas também, mas ela sentiu que Jesus era mais para ela do que todos os pobres do mundo.

Em resumo, o coração da mulher estava cheio de Cristo, e foi isto que caracterizou o seu ato. Outros poderiam pronunciar que era um “desperdício”, mas nós podemos descansar seguros sabendo que nada que é gasto para Cristo é um desperdício. Então a mulher julgou, e ela estava certa. Para honrá-lo naquele momento em que o mundo e o inferno estavam se levantando contra Ele, este era o maior serviço que um homem ou anjo poderia executar. Ele estava indo para ser oferecido. As sombras estavam se estendendo, as trevas estavam se intensificando, a escuridão crescendo. A cruz com todos os seus horrores estava mais próxima; esta mulher se antecipou a todos e ungiu o corpo do seu adorável Senhor.

Marque o resultado. Veja como imediatamente o abençoado Senhor veio em sua defesa e a protegeu da indignação e do escárnio daqueles que pensavam saber mais do que ela. “Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois ela praticou uma boa ação para comigo. Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho seja pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez, para memória sua”.

Aqui está uma gloriosa defesa na presença de quem toda a indignação humana, escárnios e falta de entendimento deve passar como a neblina da manhã antes do calor do nascer do sol. “Por que afligis esta mulher? Pois ela praticou uma boa ação para comigo”. Isto terminou com todo o resto. Tudo deve ser pesado de acordo com sua conexão com Cristo. Um homem pode andar o mundo inteiro levando seus nobres atos de filantropia; ele pode espalhar com nobreza os frutos do seu grande coração benevolente; ele pode dar todos os seus bens para alimentar os pobres; ele pode ir às últimas conseqüências no tocante a religiosidade e moralidade e não fazer uma única coisa em que Cristo possa dizer, “este foi um bom serviço para Mim”.

Caro leitor, seja quem você for ou o quanto você esteja engajado, pondere nisso. Veja que você mantenha os seus olhos diretamente em Cristo em tudo o que você faz. Faça de Jesus o objetivo imediato de cada pequeno serviço, não importa o quê. Procure servir de forma que Ele possa dizer, “este foi um bom serviço para Mim”. Não esteja preocupado com os pensamentos dos homens sobre os seus caminhos ou serviços. Não se importe com sua indignação ou sua falta de entendimento, mas derrame o seu vaso de alabastro sobre a pessoa do seu Senhor. Certifique-se que todos os seus atos sejam frutos da apreciação do seu coração a Ele. Então se assegure que Ele irá apreciar o seu serviço e te anunciar junto à assembléia dos anjos.

Deste modo é a mulher sobre a qual estamos lendo. Ela pegou seu vaso de alabastro e fez o seu caminho até a casa de Simão o leproso com um único objetivo no seu coração, nomeadamente, Jesus e o que estava a sua frente. Ela está absorvida por Ele. Ela não pensou em mais nada, a não ser o de derramar seu precioso ungüento sobre a Sua cabeça. E como resultado, seu ato chegou até nós através dos registros do Evangelho, unido ao Seu santo Nome. Ninguém pode ler o Evangelho sem ler o memorial desta pessoa devotada. Impérios surgiram, floresceram e caíram no esquecimento. Monumentos foram erigidos para comemorar gênios, homens generosos e filantrópicos, e estes monumentos se tornaram um monte de pó, mas o ato desta mulher ainda vive e viverá para sempre. A mão do Mestre erigiu um monumento para ela, que nunca irá perecer. Que possamos ter a graça para imitá-la; e nestes dias onde existe um grande esforço humano em favor da filantropia, que nosso servir, sejam eles quais forem, seja o fruto da apreciação de nossos corações a um distante, rejeitado e crucificado Senhor!

Não testa mais profundamente o coração do que a doutrina da cruz - o caminho do rejeitado, crucificado Jesus de Nazaré. Ela prova o coração do homem no mais profundo do seu interior. Se for meramente uma questão religiosa, o homem pode ir muito longe, mas Cristo não é religiosidade. Nós não precisamos ir muito além das linhas reveladas de nosso capítulo (Mt 26) para ver notável prova disto. Olhe para o palácio do sumo sacerdote e que você vê? Uma reunião especial das cabeças e lideres do povo. “Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se no palácio do sumo sacerdote que se chamava Caifás”.

Aqui vemos a religião em uma forma muito imponente. Nós precisamos lembrar que estes sacerdotes, escribas e anciãos foram estabelecidos pelo professo povo de Deus como os depositários dos ensinos sagrados, assim como a máxima autoridade em todos os assuntos relacionados com a religião e como os assessores perante Deus no sistema que foi estabelecido por Deus nos dias de Moisés. Esta assembléia no palácio de Caifás não era composta por sacerdotes pagãos e profetas da Grécia e Roma, mas pelos professos líderes e guias da nação Judaica. O que eles estavam fazendo nesta reunião solene? Eles “consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e O matarem”.

Caro leitor, pondere nisso. Aqui nós temos homens religiosos, homens que são mestres, homens de peso e com grande influência entre o povo; e também estes homens odiavam a Jesus, e eles se reuniram em conselho para tramar a Sua morte - para prendê-lo com dolo e o matarem. Agora estes homens podem ter falado com você sobre Deus e adoração a Ele, sobre Moisés e a lei, sobre o Sábado e todas as grandes ordenanças e solenidades da religião Judaica. Mas eles odiaram a Jesus. Lembrem-se do fato mais solene. Homens podem ser muito religiosos; eles podem ser guias religiosos e professores de outros e ainda odiar o Cristo de Deus. Esta é uma grande lição para se aprender no palácio de Caifás, o sumo sacerdote. Cristo não é religiosidade; ao contrário, os religiosos mais zelosos normalmente são tristes e veementemente odeiam o Abençoado.

Mas, podem dizer, “os tempos mudaram”. Religião está tão intimamente ligada ao Nome de Jesus, que para ser um homem religioso, é necessário ser um servo de Jesus. “Você não poderia mais encontrar ninguém respondendo como no palácio de Caifás.” Isto é mesmo uma realidade? Nós não podemos crer nisto por um momento. O Nome de Jesus é tão odiado hoje no meio dos cristãos como Ele foi odiado no palácio de Caifás. E aqueles que buscarem seguir a Jesus serão odiados da mesma forma. Não precisamos ir muito longe para provar isto. Jesus continua a ser rejeitado no mundo. Onde você irá ouvir o Seu Nome? Onde Ele é um tema bem vindo? Fale Dele onde você for, nas salas de visita dos ricos e elegantes, nos vagões dos trens, nos salões dos cruzeiros, nos cafés ou salões de jantar, em resumo, em qualquer lugar onde os homens freqüentam, eles dirão a você, na maioria das vezes, que este tema está fora de propósito.

Você pode falar de qualquer outra coisa - política, dinheiro, negócios, prazer, besteiras. Estas coisas estão sempre no propósito, em qualquer lugar; Jesus não está em nenhum lugar. Nós vemos em nossas cidades, com freqüência, ruas sendo interrompidas para a passagem de desfiles, festivais e shows, e eles nunca são molestados, reprovados e impelidos a mudarem de lugar. Mas deixe um homem nestes lugares falar de Jesus e ele será insultado ou será levado a mudar de lugar e não interferir no tráfego. Em linguagem clara, existe lugar para o diabo em qualquer lugar deste mundo, mas não existe lugar para o Cristo de Deus. O lema do mundo para Cristo é: “Oh! Nem sussurre Seu Nome”.

Mas, graças a Deus, se o que você vê a sua volta são aquelas respostas do palácio do sumo sacerdote, nós também podemos ver aqui ou ali, aquilo que é correspondente com a casa de Simão o leproso. Lá estão, louvado seja Deus, aqueles que amam a Jesus e o consideram digno de receber o vaso de alabastro. Lá estão aqueles que não se envergonham da Sua cruz – aqueles que encontram Nele o seu objetivo mais cativante e que consideram sua principal alegria e maior honra o poder derramar e ser derramado para Ele em qualquer situação. Não é para eles uma questão de serviço, um mecanismo religioso, de correr aqui e ali, ou fazer isto ou aquilo: Não, é Cristo, é estar perto Dele e estar ocupado com Ele; é sentar aos Seus pés e derramar o precioso ungüento do coração verdadeiro sobre Ele.

Caro leitor, esteja bem seguro de que este é o segredo do poder em ambos, serviço e testemunho. A correta apreciação do Cristo crucificado é um espargir vivo de tudo que é aceitável para Deus, tanto na vida e conduta individual do cristão como em tudo que ocorre nas assembléias. A genuína união com Cristo e dedicação a Ele deve nos caracterizar pessoalmente e coletivamente, senão nossa vida e história irão provar um pouco do peso do julgamento nos céus, porém este ainda pode ser um julgamento na terra. Nós sabemos que nada pode conceder mais poder moral ao caminhar individual e caráter do que uma intensa devoção à Pessoa de Cristo. Este não é meramente um homem de grande fé, um homem de oração, um estudante que toca profundamente na Palavra, um erudito, um pregador abençoado ou um poderoso escritor. Não, é ser um servo de Cristo.

Assim também deve ser a assembléia; qual é o verdadeiro segredo do poder? É o talento, eloqüência, música refinada ou um cerimonial imponente? Não, é o gozo da presença de Cristo. Onde Ele está tudo é luz, vida e poder. Onde Ele não está tudo são trevas, morte e desolação. Uma assembléia onde Cristo não está é uma tumba, ainda que aja uma oratória fascinante, todos os atrativos da música refinada e toda a influencia de um ritual imponente. Todas estas coisas podem ser perfeitas, e ainda os devotos servos de Jesus podem clamar: “Ai de mim! Eles levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram.” Mas, em contrapartida, onde a presença de Jesus é percebida, onde Sua voz é ouvida e onde o Seu verdadeiro toque é sentido, ali há poder e benção, ainda que do ponto de vista humano, tudo possa parecer a mais completa fraqueza.

Que os cristãos se lembrem destas coisas, que ponderem sobre elas, os deixem perceberem que eles estão na presença do Senhor em suas assembléias, e se eles não puderem dizer isso, deixe eles se humilharem e esperar Nele, pois deve haver um motivo para isto. Ele disse, “onde houverem dois ou três reunidos em Meu Nome ali Eu estarei no meio deles” (Mt 18:20). Que nunca se esqueçam disso, para alcançar resultados divinos, deve-se encontrar a condição divina para isso.

Autor: C.H. Mackintosh

O FIRME FUNDAMENTO


  A vida cristã é comparada a várias figuras, dentre elas a uma lavoura, ou a um edifício. Mas ambas tem o mesmo aspecto, a sua edificação começa sempre primeiro para baixo. Na lavoura a semente tem que primeiro ser enterrada, morrer, nascer e enraizar, para depois dar fruto: "Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer" I Coríntios 15.36.
Assim também é com o edifício, primeiro ele precisa começar pelo fundamento, começar para baixo, para depois ser edificado para cima: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" Efésios 2.20.
Tanto o fundamento como a raiz tem que estar bem firmados, bem estruturados. A medida tanto para o enraizamento, quanto para o fundamento são praticamente os mesmos do tamanho da edificação. À medida que cresce para baixo, também cresce para cima para resplandecer ou dar fruto: "Porque o que escapou da casa de Judá, e restou, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima" II Reis 19.30.
Estas figuras mostram claramente como devem ser o crescimento na vida cristã. Primeiramente temos que morrer, sermos sepultados para que a vida da ressurreição, a vida do Senhor Jesus brote para dar muito fruto.
Jesus também é como a boa terra, e para sermos edificados e darmos fruto, primeiro é necessário morrermos, estarmos arraigados, edificados nele, e confirmados na fé (Colossenses 2.7).
Na edificação da vida cristã é necessária a operação da cruz, a mortificação das obras do corpo pelo Espírito, o esvaziamento do EU, o quebrantamento, que o homem interior cresça primeiro para baixo, seja robustecido e fique mais arraigado e confirmado, para depois vir a edificação, crescer para cima, à partir da pedra angular, da pedra provada que é Cristo.
Este tempo de edificação não é visto, não é notado pelos que estão de fora. Somente depois que ela estiver bem fundamentada, enraizada, é que começa a edificação para cima, e só então começa e ser notada. Só aí a Vida do Senhor aparece. Primeiro a morte opera em nós, para então manifestar a Vida (II Coríntios 4.12).
Quanto mais enraizados, quanto mais fundamentados nEle, mais forte e aparente vai se tornar o crescimento ou a edificação, principalmente se elas estiverem sendo arraigadas ou fundamentadas em solo pedregoso ou no caso do fundamento sobre a rocha que são solos mais duros, mais difíceis: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" Mateus 7.24
Mas para que haja edificação é necessário que o Senhor gaste um tempo, que só Ele sabe. Caso a planta não esteja enraizada ou o edifício bem fundamento, com certeza quando vier a tempestade - e ela virá sobre todos -, não irá ficar de pé. A sua ruína será grande (Mateus 7.27).
Graças ao Senhor que antes que isto aconteça, Ele dá o seu testemunho. Todo aquele que não tiver fundamento, que a sua vida cristã não estiver fundamentada sobre a Vida do Senhor Jesus; aquele que foi rebocado com argamassa fraca, Ele irá derrubar a parede e descobrir o fundamento: "E derrubarei a parede que cobristes com argamassa não temperada, e darei com ela por terra, e o seu fundamento se descobrirá; assim cairá, e perecereis no meio dela, e sabereis que eu sou o Senhor" Ezequiel 13.14.
O Senhor não se engana, e muito menos nos engana. Ele conhece a nossa situação e conhece sobre qual fundamento estamos. Ele sabe qual é o tipo da raiz que temos e em quem estamos arraigados. Se ela é profunda ou rasa, está em Cristo ou em qualquer outra coisa.
Muitos querem a edificação, mas poucos querem passar pelo tratamento para alcançar profundidade na vida cristã. Preferem uma vida rasa, sem sofrimentos. Que o Senhor nos ajude a compreender isto.
Que recebamos com graça a edificação que primeiro começa para baixo, dolorosa na maioria das vezes, para que quando ela vier para cima esteja sobre bases sólidas, e a glória de Cristo resplandeça.

O vaso de alabastro

Um exemplo de como Deus o Pai valoriza os propósitos e as realizações do homem
só na medida em que eles estão conectados com o Filho do seu amor.

C. H. Makintosh

«E estando Jesus em Betânia, na casa de Simão o leproso, veio a ele uma mulher, com um vaso de alabastro de perfume de grande preço, e o derramou sobre a cabeça dele, estando sentado à mesa» (Mat 26:6-7).
Neste tempo de tantos afazeres e incessante atividade, é muito necessário considerar que Deus vê tudo de um único ponto de vista, mede tudo por apenas uma regra, prova tudo por uma mesma pedra de toque, e essa pedra de toque, essa regra, esse ponto de vista, é Cristo. Ele valoriza as coisas só na medida em que estão conectadas com o Filho do seu amor, e nada mais. O que se faz a Cristo, o que se faz por ele, é precioso para Deus. Todo o resto carece de valor.
Agradando aos homens
Pode-se realizar uma grande quantidade de trabalho e obter desta forma muitos elogios dos homens; mas quando Deus vem examinar essa obra, ele procurará apenas uma coisa, e esta é a medida que ela está conectada com Cristo. A grande pergunta será: foi feita no nome de Jesus e para ele? Se for assim, aquela obra receberá aprovação e recompensa; se não, será rejeitada e queimada.
Não importa o mínimo que os homens pensem sobre qualquer obra em particular. Podem elevar a alguém até os céus por algo que esteja fazendo; podem publicar seu nome na imprensa diária; podem fazê-lo o tema de uma conversa em seu círculo de salão; ele pode ter fama como pregador, professor, escritor, reformador moral; mas, se não puder conectar a sua obra com o nome de Jesus, se não o tiver feito para o Senhor e para a Sua glória, se não for o fruto do amor de Cristo que constrange, tudo aquilo será como a palha do cereal do verão que se foi, e perdido no esquecimento eterno.
Um caminho mais excelente
Pelo contrário, um homem pode seguir um caminho de serviço tranquilo, humilde, modesto, desconhecido e inadvertido. O seu nome pode ficar no anonimato, a sua obra pode ser ignorada; mas aquilo que tem feito, tem-no feito no singelo amor a Cristo, tem-no feito escondido, com os olhos postos em seu Mestre. O sorriso do seu Senhor foi mais que suficiente para ele. Ele não pensou em nenhum momento procurar a aprovação dos homens, nem tentou captar o sorriso ou evitar a sisudez deles; mas seguiu o mesmo teor do seu caminho, simplesmente olhando para Cristo e trabalhando para ele. A sua obra permanecerá. Será lembrado e recompensado, embora ele não o tenha feito pelo reconhecimento ou a recompensa, mas pelo sincero  amor a Jesus. Esta é a obra do selo genuíno, a moeda autêntica que resiste o fogo do dia do Senhor.
É uma misericórdia indescritível ser libertado do espírito de agradar aos homens, do dia presente, e estar em condições de caminhar somente diante do Senhor, para que todas as nossas obras tenham a sua origem, continuidade e conclusão nele.
A intenção do coração
Vejamos, por alguns momentos, a ilustração preciosa e comovedora disto, que o evangelho de Mateus apresenta no capítulo 26. «E estando Jesus em Betânia, na casa de Simão o leproso, veio a ele uma mulher, com um vaso de alabastro de perfume de grande preço, e o derramou sobre a cabeça dele, estando sentado à mesa».
Qual era a intenção desta mulher quando se encaminhou para a casa de Simão? Era mostrar o aroma delicioso do seu perfume, ou o material e a forma do seu vaso de alabastro? Era para obter o louvor dos homens por seu ato? Era para conseguir um reconhecimento por sua devoção extraordinária a Cristo, em meio de um pequeno grupo de amigos pessoais do Salvador?
Não, leitor, não era nenhuma destas coisas. Como sabemos? Porque o Deus Altíssimo, o Criador de todas as coisas –quem conhece os segredos mais profundos de cada coração e o motivo verdadeiro de cada ação– estava ali na pessoa de Jesus de Nazaré. Seu olho santo, que tudo perscruta, foi direto ao mais profundo da alma desta mulher. Ele sabia não só o que ela tinha feito, mas como e por que ela o tinha feito. E o Senhor declarou: «Ela tem feito comigo uma boa obra».
Em uma palavra, então, Cristo mesmo era o objetivo imediato da alma desta mulher; e isso foi o que deu valor a aquele ato, e enviou o aroma de seu perfume direto até o trono de Deus.
Então, o Senhor não só a vindicou no momento, mas também a projetou para o futuro. Isto foi suficiente para o coração dessa mulher. Tendo a aprovação de seu Senhor, ela bem poderia dar ao luxo de suportar a irritação, até dos discípulos, e ouvir a reclamação deles por aquele «desperdício». Foi bastante para ela que o seu coração tivesse sido restaurado. Todo o resto podia ser ignorado por aquilo que realmente valia a pena.
Ela nunca tinha pensado em assegurar louvor dos homens ou em evitar o desprezo deles. Seu único objetivo indivisível, do principio ao fim, era Cristo. Do momento em que pôs a sua mão sobre esse vaso de alabastro, até que ela o quebrou e derramou o seu conteúdo sobre a Sua santa pessoa, ela pensava apenas nele.
Ela tinha uma espécie de percepção intuitiva a respeito do que seria conveniente e agradável ao seu Senhor, nas circunstâncias solenes nas quais ele estava posto naquele momento e, com um tato precioso, ela agiu daquela maneira. Ela nunca tinha pensado no que poderia valer o unguento; ou, se o tinha feito, ela sentia que Ele valia dez mil vezes mais. «Quanto aos pobres», sem dúvida, eles tinham o seu lugar e também as suas demandas; mas sentiu que Jesus era para ela mais que todos os pobres do mundo.
Em resumo, o coração da mulher estava cheio de Cristo, e isto foi o que deu caráter à sua ação. Outros poderiam qualificá-la de «desperdício»; mas podemos descansar seguros de que nada que se gaste para Cristo é desperdício. Esta mulher julgou assim, e ela tinha razão.
Um sublime ato de serviço
Honrar ao Senhor, no mesmo instante que a terra e o inferno se levantavam contra ele, foi o maior ato de serviço que um ser humano ou um anjo poderia realizar. O Senhor ia ser levado como oferta. As sombras se alargavam, a escuridão se aprofundava, as trevas se faziam densas. A cruz – com todos os seus horrores – estava próxima; e esta mulher antecipou tudo, e veio, de antemão, para ungir o corpo do seu adorável Senhor. E isto marca o resultado. Vejam como imediatamente o bendito Senhor intervém em sua defesa e a protege da indignação e o desprezo daqueles que deveriam ter entendido melhor.
«E entendendo Jesus, disse-lhes: por que incomodam a esta mulher? Pois tem feito comigo uma boa obra. Porque os pobres sempre tereis convosco, mas a mim nem sempre me tereis. Porque ao derramar este perfume sobre o meu corpo, tem-no feito a fim de me preparar para a sepultura. Em verdade vos digo que em qualquer lugar que se pregue este evangelho, em todo o mundo, também se contará o que esta tem feito, para memória dela».
Em tudo o que faz, procura fixar a sua atenção diretamente sobre o Mestre. Faz a Jesus o objeto imediato de cada pequeno ato de serviço, não importa qual seja. Ocupa-se em tudo de maneira que ele possa dizer: «Fez comigo uma boa obra». Não se preocupe com os pensamentos dos homens em relação ao seu caminho ou ao seu trabalho. Não importe com a sua indignação ou a sua incompreensão, mas derrame o perfume do seu vaso de alabastro sobre a pessoa do seu Senhor. Procure que cada ato do teu serviço seja o fruto da avaliação do teu coração para ele; e tenhas segurança de que ele valorizará a sua obra e te vindicará diante de muitos.
Assim ocorreu com a mulher de quem temos lido. Ela tomou o seu vaso de alabastro e caminhou para a casa de Simão o leproso, com um só objetivo em seu coração, ou seja, Jesus e o que estava diante dele. Toda a sua atenção estava posta nele. Ela não pensava em nenhuma outra coisa, a não ser em derramar o seu unguento precioso na cabeça do Senhor.
E observem o bendito detalhe. O ato desta mulher chegou até nós, no registro do evangelho, associado com o bendito nome de Jesus. Ninguém pode ler o evangelho sem ler, do mesmo modo, o memorial de sua pessoal devoção.
Os impérios se elevaram e prosperaram, para em seguida desaparecerem na região do silêncio e do esquecimento; os monumentos eretos para celebrar a glória do gênio humano se converteram em pó; mas o ato desta mulher ainda vive, e viverá para sempre. Que tenhamos a graça de imitá-la.

Fonte: http://www.aguasvivas.ws/revista/72/07.htm

A Bênção de Abraão

Em Gálatas temos uma interessante associação entre a justiça de Deus, a promessa e o Espírito Santo. Os cristãos da Galácia tinham um grave problema, e Paulo prontamente os socorre, e exercendo muita autoridade, para ajudar-lhes a sair do problema. Eles tinham se envolvido na lei, fazendo uma mistura de graça e lei.
E então, Paulo lhes faz um par de perguntas que os trazem de novo à prudência: "Recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé?" (3:2); "Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e faz maravilhas entre vós, o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé?" (3:5). Há uma estreita relação entre o ouvir com fé a recepção, e a ministração do Espírito; entre o ouvir com fé e as maravilhas que Deus opera no meio do seu povo.
Pelo ouvir com fé Abraão foi justificado, e recebeu a promessa; não pelas obras. Então, eles deviam voltar para ouvir com fé, à justiça, e às promessas de Deus. E qual é a promessa, aqui neste capítulo de Gálatas? Vejamos: "Para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão alcançasse os gentios, a fim de que pela fé recebêssemos a promessa do Espírito" (3:14).
Os Gálatas estavam apartando-se da fé, e conseqüentemente, do Espírito. As obras estão sempre associadas com a carne, e a conseqüência é o pecado e a condenação. Em troca, a fé vai sempre associada com o Espírito, e a conseqüência é o aprazível fruto de justiça. É por isso que em Gálatas capítulo 5 temos o fruto do Espírito.
Notemos o desenvolvimento deste ensino: No capítulo 3 está a recepção do Espírito (v. 2); em seguida o fornecimento do Espírito (v. 5), tudo isto conforme o cumprimento da promessa ("a bênção de Abraão") (v. 14), e no 5:22-23 o fruto do Espírito:"Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança". Nisto há uma ordem, uma seqüência.fe
O fruto do Espírito é a conseqüência natural de receber a permanente ministração do Espírito, de um caminhar em fé, aferrado à promessa de Deus. O fruto do Espírito é muito mais que os dons e as manifestações do Espírito. Os dons e manifestações são úteis e proveitosos para a edificação da igreja; o fruto do Espírito, com suas ricas e variadas expressões, o é ainda mais, porque mostra a formosura do Senhor Jesus Cristo.
Existe esterilidade em nossa vida cristã? Talvez tenhamos caído da graça para as obras. Sendo assim, o Espírito é apagado e entristecido. Tudo se torna pesado porque fica à custa das escassas forças humanas. Portanto, a fé de Abraão nos traz a bênção de Abraão, que é a justiça de Deus (Gál. 3:8-9), e a promessa do Espírito (3:14). Permaneçamos nelas, pela fé.

Fonte: http://www.aguasvivas.ws/portugues/510.htm

A salvação da família


"...mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre..." (Deut. 29.29).

Antes de falarmos sobre a salvação propriamente dita, temos que compreender a forma da unidade que a família representa aos olhos de Deus. Depois que Deus formou o homem, e por uma das suas costelas formou a mulher, disse: "...e serão uma só carne" (Gn. 2.24). Portanto, já não são mais dois, mas uma só carne como disse Jesus (Mt. 19.6). Um só, uma unidade.

Também o apóstolo Paulo nos fala dessa unidade, acrescentando agora os filhos quando diz em I Coríntios 7:14: "Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos".
Deus olha para a unidade, seja para juízo ou para salvação. No caso de Faraó, quando quis tomar a Sarai mulher de Abrão, Deus feriu a ele e toda a sua casa com grandes pragas (Gn. 12.17).
No pecado de Acã, o Senhor mostra claramente esta unidade quando diz: "Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o Senhor tomar se chegará, segundo as famílias; e a família que o Senhor tomar se chegará por casas; e a casa que o Senhor tomar se chegará homem por homem" (Jos. 7.14). Toda a sua casa, com tudo o que tinha foi destruído (Jos. 7.24-25).
Se o Senhor dá testemunho da unidade no juízo, quanto mais na salvação. Deus que não tem prazer na morte do ímpio (Ez. 18.23), tem grande prazer na salvação, pois Ele deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (I Tm. 2.4). A salvação de Deus vem para toda a casa. Um Cordeiro –Cristo– para cada família (Ex. 12.3). A arca de Noé, que também é uma figura de Cristo, foi para a salvação de toda a sua casa, inclusive as noras (Gn. 6.18). Quando Ló foi avisado para sair de Sodoma, os anjos anunciaram a salvação para toda a sua casa, incluindo até os seus futuros genros (Gn. 19.12-13).
A salvação da nossa casa é um pacto, uma aliança perpétua do nosso Deus: "Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o Senhor: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre" (Isa. 59.21).
A salvação de toda a casa é uma questão de fé. Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo tu e a tua casa. De fé e de posição diante da promessa de Deus: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Jos. 24.15).

Escolhido na fraqueza


É incrível pensar que um homem, em sua completa indefencibilidade e sua mais absoluta fraqueza, possa
conseguir impactar de tal maneira a vida de outro homem que seja capaz de modificá-la por completo; mudar os seus sentimentos, emoções, vontade, crenças, a vida inteira!
Quando Jesus, nosso Salvador, ia caminhando para o monte da Caveira, logo depois de ter sido esbofeteado, açoitado, cuspido pelos soldados romanos, e obrigado a levar sobre o seu corpo ferido uma pesada cruz, aparece em cena um homem que passava pelo lugar e, que da mesma forma que a maioria dos que assistiam a aquele “espetáculo”, a sua única intenção era bisbilhotar. Este homem se chamava Simão de Cirene.
No relato que os evangelistas nos mostram com respeito a esta cena, não é possível observar maiores detalhes de quem era tal homem. Marcos nos mostra um detalhe digno de considerar e que nos outorga luz em torno da vida deste homem e sua família. Na passagem de Marcos não somente Simão é mencionado, mas também os seus filhos: Alexandre e Rufo. Este dado é muito significativo, pois, logo em seguida, na carta do apóstolo Paulo à igreja em Roma, ele faz menção, em suas saudações finais aos irmãos da igreja, a um irmão chamado Rufo de quem diz: “escolhido em Cristo”. Quem é este Rufo? É um dos filhos do homem que se viu obrigado a levar a cruz do Senhor Jesus quando caminhava para a crucificação! Seu filho creu naquele homem indefeso e frágil a quem seu pai ajudou a levar a cruz!
Simão não viu a Jesus sendo ungido pelo Espírito Santo no rio Jordão, tampouco foi testemunha da multiplicação dos pães, como também não esteve presente no monte da transfiguração. Simão não viu Jesus caminhado pelas águas ou anulando o poder da morte e chamando Lázaro à vida. Ele viu a Jesus em sua fraqueza e agonia!
Como terá sido esse caminhar? O que Simão teria visto em Jesus? O mais provável é que não tenha existido nenhuma palavra dita um ao outro. Mas o caminhar ao lado de Jesus, carregando a pesada cruz, foi suficiente para Simão. Ele viu o Salvador do mundo entregando-se por inteiro, sem reservas nem medidas para que a nossa salvação acontecesse.
Este é o poder da cruz de Cristo. É superior ao efeito produzido pelos grandes milagres e evidências. Na mais completa fraqueza é capaz de mudar a vida de um homem, e mais do que isso, também a de toda uma família

Comunhão com os irmãos em Alagoa Nova













Domingo de doce comunhão com os santos de Alagoa Nova, irmãos livres do sistema religioso e buscando a centralidade de CRISTO para o viver da igreja.

Aos poucos o SENHOR tem iluminado seus filhos, não precisamos colocar nossas mãos, Ele mesmo é quem edifica a Sua igreja.

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 
João 4:23-24




O Senhor salvará sem métodos humanos e comuns

Spurgeon - Banco da Fé - 4 de setembro

"Mas da casa de Judá me compadecerei, e os salvarei pelo SENHOR seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros." Oséias 1:7


Preciosa palavra! O próprio Jeová livrará Seu povo na grandeza de Sua misericórdia, porem não o fará pelos meios ordinários. Os homens são tardios para render à Deus a glória devida a Seu nome. Se vão à batalha com espada e arco, e ganham a vitória, deveriam louvar a seu Deus; no entanto, não fazem isso, mas começam a engrandecer a sua própria destra, e a gloriar-se em seus cavalos e sinetes. Por essa razão, nosso Jeová com frequência determina salvar Seu povo sem utilizar meios secundários, para que toda a honra seja só para Ele.

Fonte: http://www.spurgeon.com.mx/chequera.html

A Linguagem da Escravidão


Em Êxodo capítulo 5 pode-se observar claramente a diferença entre a linguagem da fé e o da escravidão. A linguagem da fé ali é a de Moisés; o da escravidão é a de Israel. Moisés entra na presença de Faraó com a sua mensagem da parte de Deus. O Senhor manda-lhe dizer: “Deixa ir o meu povo”. E Moisés lhe diz: “Iremos e ofereceremos sacrifícios a Jehová nosso Deus”. Deus reconhece neles o seu povo, e Moisés reconhece em Jehová o seu Deus. Tudo bem.
Mas, o que ocorre com Israel? Eles não conhecem essa linguagem, porque são escravos. Eles não estão conscientes ainda de quem são. Quando comparecem diante de Faraó, oprimidos pelo trabalho dobrado que lhes impôs, dizem-lhe: “Por que fazes assim com os seus servos? Não se dá palha aos seus servos, e, contudo nos dizem: Façam tijolos. E eis aqui os teus servos são açoitados e o teu povo é o culpado”.
As expressões em itálico demonstram que eles dirigiam a linguagem da escravidão, não o da fé, não o da dignidade de escolhidos de Deus. Eles se vêem a si mesmos como servos de Faraó, não de Deus. Obviamente, nessas condições, Deus não podia ser crido por eles.
Quando as coisas começam a se sair mal, eles se levantam contra Moisés, dizendo: “Nos haveis feito abomináveis diante de Faraó e dos seus servos, pondo-lhe a espada na mão para que nos matem”. Em vez de unir-se ao seu libertador, se lhe opõem.
A linguagem da escravidão ainda segue sendo ouvida nos lábios de muitos filhos de Deus. Os muitos anos sob o domínio do diabo e do pecado provocou um dano muito grande na maneira de pensar. Sendo assim, é mais fácil seguir usando a linguagem da incredulidade do que o da fé. Por isso a Palavra insiste em uma renovação do espírito da nossa mente (Ef. 4:23) e a uma mudança de linguagem. Para que isso seja possível temos que nos nutrir com as palavras da fé e da boa doutrina (1ª Tim. 4:6), e a palavra de Cristo tem que habitar em abundância em nós (Col. 3:16).
A dignidade que temos como filhos de Deus faz-se necessário que atuemos e falemos como tais.

Canaã como tipo de Cristo

Quando olhamos o livro do Josué para extrair alguns princípios espirituais a respeito de Canaã, o primeiro que encontramos é que a terra não foi conquistada, mas simplesmente tomada em possessão, como uma herança. Em nenhuma parte do livro do Josué se usa a palavra conquista; só se fala de tomar a herdade, de receber uma possessão. Israel nunca conquistou nada; tudo o recebeu em herança. Assim também é Cristo, que foi dado pelo Pai como nossa herança.za
Um segundo princípio é que Deus foi diante deles preparando o caminho, e o povo foi detrás, recolhendo o que Deus já tinha feito. O povo que Israel enfrentou era um povo atemorizado; eles estavam espantados e tremendo. Assim também, o Senhor Jesus derrotou a todos nossos inimigos, e nós vamos detrás dele, reclamando o que ele já ganhou.
Um terceiro princípio se resume no que significa Gilgal. Gilgal foi o centro de operações enquanto o povo avançou na tira de possessão. Gilgal nos fala do despojamento do velho homem. Só pode vencer um que foi quebrantado, um que foi debilitado quase até a morte.
Um quarto princípio poderíamos resumi-lo assim: só recebemos o que exploramos. O Senhor disse a Josué: "Eu lhes entreguei todo lugar que pisar a planta de seu pé". A chave é caminhar pela terra, para ir tomando possessão dela. Então vamos dizendo: "Isto é meu", "Isto também é meu". A Escritura é o 'mapa' que nos guia nesta 'exploração' de Cristo.
Um quinto princípio é o que alguém denominou como uma "atitude de disponibilidade". Alguém há dito que os maiores homens de Deus não são aqueles que fazem mais coisas, mas sim os maiores receptores. Deus quer nos dar completamente a Cristo, mas nem sempre estamos disponíveis. Estamos muito ocupados.
Deus não espera nossa contribuição, mas sim nossa disponibilidade. Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Nesta boa terra há tesouros que estão disponíveis para caçadores de tesouros espirituais, para aqueles que foram atraídos por Cristo para recostar-se sobre seu ombro; que estão disponíveis como aquela María que se sentou aos pés de Cristo.
Deus hoje nos convida, não para que tragamos nosso dinheiro e tentar comprar uma porção mais de Cristo, mas sim para que venhamos a ele, com nossas mãos voltadas para cima, para receber da abundância da graça e do dom da justiça. No princípio de nossa carreira, nós viemos à fé cansados, e o Senhor nos fez descansar. Mas talvez hoje você está cansado por ter tratado de cumprir a lei. Não te deste nem conta e te hás escorregado da fé para às obras.
Tem que haver uma mudança de perspectiva. Temos que vir com nossas mãos vazias. O que temos nelas –nossas obras, nossa justiça, nossos métodos– larguemo-las; jamais nos darão a vitória. Cristo é nossa herança preciosa... e gratuita!

Vasos, apenas vasos.


No princípio de nossa vida cristã estamos com todo o vigor, força e prontos para expor nossas capacidades próprias em qualquer trabalho na obra de Deus. Somos como crianças que imitam seus pais em suas profissões.
Este é um tempo primoroso, não para trabalhar, mas para conhecer nosso Pai e nosso Senhor Jesus Cristo. Como crianças ainda somos carnais (I Cor. 3.1), mesmo como meninos somos inconstantes (Ef. 4.14), e o Senhor não tem como nos considerar úteis em qualquer boa obra: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (II Tim. 3.16-17).
Conforme crescemos em sua graça e em seu conhecimento, aprendemos que tudo está em Cristo. Nele está a força, a sabedoria, o poder, a vitória e todas as coisas (Ap. 5.12). Cristo é tudo e em todos: "Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos" (Col. 3.11).
Como um boi novo que é colocado numa mesma canga com um boi velho (Mat. 11.28-30), vamos aprendendo dia a dia a render nossas forças em sujeição e a nos gloriar apenas nAquele em quem está todo o poder, força e sabedoria: "Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza" (II Cor. 11.30). "E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele" (I Cor. 1.28-29).
Na obra do Senhor somos vasos, apenas vasos. Podemos ser vasos de honra ou de desonra: "De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra" (II Tim. 2.21).
Antes de sermos purificados, somos vasos de desonra e não de honra em sua grande casa. Para sermos vasos de honra, útil para toda e qualquer boa obra, é necessário primeiro sermos purificados, limpos, santificados. É necessária uma operação da Sua Palavra e da cruz para mortificar tudo o que é nosso, de nossa carne, força e capacidade, tudo o que desonra ao Senhor.
Depois desse processo de purificação, aí sim nos tornamos vasos de honra. Continuamos vasos, vasos de barro; homens com toda a fraqueza, mas contendo e expondo um tesouro e um poder que não procede de nós, mas de Deus: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós" (II Cor. 4.7).
Antes de sermos purificados, buscamos a honra e a glória para o vaso, mas depois de purificados, a honra passa a pertencer a quem está no vaso e não o vaso. Se queremos ser vasos de honra é necessário primeiro sermos purificados de nossas vaidades, do que é vil, vão, para que não aparece a fragilidade do vaso, e sim o tesouro eterno que está em nós: Cristo. Somos vasos, apenas vasos em Sua Casa. De honra ou de desonra. Se é Cristo é de honra, caso contrário é de desonra.

A Fé, o Ouvir e a Palavra


No Novo Testamento, tudo o que Deus tem para o homem se recebe por fé. A fé é, portanto, a chave de toda a experiência cristã – e a antecede. Mas, como se obtém a fé?
Em um breve versículo de Romanos 10 está a singela resposta: "Assim que a fé é pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Deus"(v. 17). Aqui temos dois elementos que desencadeiam a fé – não um, mas sim dois: o ouvir, e a Palavra de Deus (ou "de Cristo").
Aqui nos diz que o ouvir é o que antecede imediatamente a fé. Que classe de "ouvir" é este? Não é o ouvir cotidiano, com que escutamos o que acontece ao nosso redor. Os ouvidos dos homens devem ser abertos para poder receber fé.
A Bíblia diz que certa vez o apóstolo Paulo estava em Filipos. Ali ocorreu algo singular: "No sábado... falávamos às mulheres que se haviam reunidas. Então uma mulher chamada Lídia... estava ouvindo; e o Senhor abriu o coração dela para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. E quando foi batizada..." (Atos 16:13-15a). Esta mulher, Lídia, recebeu a graça de poder ouvir da maneira que produz fé.
Falando com os Tessalonicenses, Paulo lhes recorda como eles receberam a Palavra pela primeira vez: "Pelo qual também nós sem cessar damos graças a Deus, de que quando receberam a palavra de Deus que ouviram de nós, receberam-na não como palavra de homens, mas sim conforme é na verdade, a palavra de Deus, a qual atua em vós os que crêem" (1ª Tess. 2:13). Aqui temos outra chave para a fé: A palavra de Paulo foi recebida como palavra de Deus, não como de homem. Isso permitiu que essa palavra atuasse neles. Sem dúvida, eles também receberam esta graça de ouvir.
Muitos podem ouvir uma pregação da Palavra de Deus, mas nem todos talvez recebam a graça de ouvir de maneira que seu coração se encha de fé. Este ouvir é provocado pela Palavra de Deus. Quando a Palavra vem, o ouvido desperta, e então se produz a fé no coração para crer que não é palavra de homem, mas sim de Deus. Quanto necessitamos da graça de Deus, para ter a atitude de Lídia, e a dos Tessalonicenses!
Os que alguma vez pregaram a Palavra de Deus sabem quão perceptíveis é esta operação de Deus no coração dos ouvintes. Pode-se perceber claramente quando alguém está recebendo esta graça de ouvir. Seu olhar, seu rosto, tudo revela esta bendita obra da graça de Deus.
Tudo provém de Deus. A fé, diz Paulo em outro lugar, é um dom de Deus (Ef. 2:8). De acordo a Atos 16:14, podemos dizer que ainda o ouvir é um dom de Deus, tal como a graça dada aos Tessalonicenses. Tudo começa e tudo encerra em Deus. Para que em tudo ele seja glorificado, e para que o que se gloria, glorie-se em Deus.

O desejo de ser o maior


Os discípulos, do mesmo modo que todos os homens tinham preocupação por este assunto de quem é o maior. Então o Senhor ensina-lhes através de um menino. E diz a eles que têm que tornar-se como um menino e humilhar-se como um menino. Além disso, ele mesmo se identifica com os meninos ao dizer: "E qualquer que recebe em meu nome a uma criança, a mim me recebe".
Em seguida, nos versículos seguintes deste capítulo de Mateus, o Senhor trata de quão importante são os pequeninos para Deus. No mundo, os pequeninos são menosprezados, não é assim no reino. Um dos maiores castigos irá receber quem fizer tropeçar aos pequeninos.
É interessante observar que este é o último ensino do Senhor antes de deixar a Galiléia. Com isto se fecha este ciclo, e o Senhor se encaminha agora para Jerusalém, para a cruz. No entanto, antes de fazê-lo, o Senhor ensina sobre a humildade.
Ele tinha escolhido uma cidade galiléia para dar os seus primeiros passos como homem (Nazaré), em seguida tinha escolhido outra cidade galiléia como centro do seu ministério (Cafarnaum); tudo é harmônico com a humildade daquele que desceu do seu trono de glória para fazer-se homem.
Mas a mensagem da humildade não começou em Mateus 18, ao terminar o seu ministério na Galiléia. Na realidade, esta mensagem ele pregou desde muito antes, com os seus atos, com a sua vida. Agora, ao finalizar, estão as suas palavras. Ele havia dito que um perfeito mestre é aquele que primeiro faz, e depois ensina (Mat. 5:19; 7:24). Por isso só agora, no final, encontram lugar as suas preciosas palavras.
Sim; não é a vontade de Deus que se perca um pequenino. Quando eles se desencaminham, terá que ir buscá-los, se eles nos maltratam devemos tentar ganhá-los. A pergunta dos discípulos se centrava em quem seria o maior; por outro lado, o Senhor os faz olhar para os pequeninos. Eles olham para cima, mas o Senhor os faz olhar para baixo. Não devem olhar para si mesmos, mas sim para os pequeninos. O que é que estes necessitam? Como lhes servir?
As respostas do Senhor não costumam ser diretas, mas são muito efetivas. Se olharmos atentamente, veremos que ele disse o adequado. Nosso problema é que nem sempre associamos bem o que foi perguntado, com as respostas do Senhor.
Os discípulos têm consciência de serem melhores, ou maiores? Há em seu coração desejo por estas coisas? Então desçam das suas alturas; cuidem de fazer-se como uma criança, de atender os pequeninos e de não ser tropeço a eles.
O capítulo 18 de Mateus está inteiramente dedicado a este assunto. Até a parábola dos dois devedores, com que finaliza. Os pequeninos devem ser atendidos, cuidados e ensinados, para que ninguém se ensoberbeça, para que ninguém se enfatue com pensamentos de grandeza. Para que ninguém queira ser o maior.

Somos uma parte da Igreja nesta cidade


VIVENDO UM EVANGELHO SIMPLES
Procuramos nos reunir apenas no nome do Senhor Jesus, onde Ele é o centro das reuniões e de todo o nosso viver. O Espírito Santo está falando ao coração de muitos e convencendo pessoas sobre viver a vida da igreja de uma maneira simples e pura, baseada em um caminhar na dependência do Espírito Santo e em relacionamentos de amor e serviço com outros irmãos.

FORA DO SISTEMA RELIGIOSO
No mundo inteiro Deus tem chamado pessoas para saírem dos sistemas religiosos que são controladores da fé dos irmãos e manipuladores dos sentimentos e da alma dos que tem sede de Deus. O Senhor Jesus está fazendo isto porque quer que seu povo o sirva com liberdade no Espírito; Ele quer que nós o conheçamos de fato e intimamente e que caminhemos em sua graça, livres de todo tipo de religiosidade e leis humanas que servem apenas para desviar as pessoas Dele.

REUNINDO EM SEUS LARES
Assim como nossos irmãos no passado, buscamos uma esfera de comunhão nos reunindo em nossas casas, onde o ambiente é propício para todos funcionarem e exercitarem seus dons. Cada irmão que tem no coração o desejo de servir ao Senhor Jesus pode hospedar a igreja em sua casa (RM 16:3-5).

VENCENDO O MUNDO
O crente deve vencer o mundo visível e as coisas do mundo invisível também. O apóstolo escreve: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes provais os espíritos”. “Provar os espíritos” tem a ver com o mundo espiritual. “Mas posso fazer isso?”, você perguntará. Você pode, pelo menos, fazer a primeira coisa: não dar crédito a todo espírito. Você pode manter uma atitude de neutralidade em relação a todas as coisas do mundo espiritual até ter certeza de que elas são de Deus, em vez de manter-se aberto para tudo, por temer estar rejeitando o que possa ser de Deus. Quando Deus diz a você para duvidar, é preciso duvidar. Você tem ordem para duvidar até que tenha provado. Será que Deus vai ficar entristecido por isso?

“Porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”. Esses espíritos são, então, os espíritos que falam e ensinam por meio dos homens, de acordo com 1 Tm 4:1-4.
Aquele que deve vencer precisa provar os espíritos hoje, até que provem ser de Deus; ele não deve crer em qualquer espírito que ensina pela boca dos homens, não importa quão bons sejam, sem provar a origem dos ensinamentos por sua postura para com o Senhor Jesus Cristo. (Jessie Penn-Lewis, A Cruz: O Caminho para o Reino)
Deus, o mesmo que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos ou santuários feitos por mãos humanas. (Atos 7:48, 17:24) Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim. (Hebreus 3:6)